quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Livros e mais livros

Sempre gostei muito de ler, acho fascinante pegar um livro sem desenho algum e imaginar todas aqueles cenas e reações! É fantástico!

Nos ultimos tempos, mais precisamente a um pouco mais de um ano, não consigo terminar nenhum dos livros que pego para ler. Me falta animo e minha inspiração está em férias. O único dos quatro livros destes meses para cá só consegui terminar o Harry Potter e as Reliquias da Morte, tudo bem que demorou um tempão para eu terminar, mas terminei.

Estou com o Ensaio sobre a Cegueira desde o ano passado para ler, não cheguei nem na metade. As Crônicas de Narnia não passei do terceiro capítulo e a Livro de Ester não terminei até hoje. Fora os livros que quero voltar a ler e os que quero ler, mas me falta tempo.

Lembro que cheguei a ler um livro por mês, teve um ano que li 10 livros! Fora as revistas e fasciculos.

Hoje me parabenizo com direito a chuva de fogos de artificio s conseguir ler um livro de 200 páginas inteiro.

É.... a vida muda, e como muda.

Me deparo com um mundo diferente ao de anos atrás, não que seja ruim, mas o que vem em mente é que com o passar dos anos as responsabilidades mudam e juntamente as rotinas também. Isso é importante porque mostra o amadurecimento e pede para que eu reveja minha rotino, prioridades e vontades.

Ser só dona de casa a noite tem me prejudicado na minha parte de aprendizado, mas nesse momento é necessário. Tenho que de certa forma curtir isso, porque como ja mencionei é importante e faz parte de uma fase da vida. Só não posso me acostumar, pois é uma fase e por ser uma fase, ela vai passar e um certo dia sentirei saudades desse tempo.

Para relembrar meus momentos, vai um poema de Mario Quintana:


Família desencontrada




O Verão é um senhor gordo, sentado na varanda, suando em bicas e reclamando cerveja.


O Outono é um tio solteirão que mora lá em cima no sótão e a toda hora protesta aos gritos: Que barulho é esse na escada?!


O Inverno é o vovozinho trêmulo, com a boina enterrada até os olhos, a manta enrolada nos queixos e sempre resmungando: Eu não passo deste agosto... eu não passo deste agosto...


A Primavera, em contrapartida- é ela quem salva a honra da família! É uma menininha pulando na corda cabelos ao vento pulando e cantando debaixo da chuva curtindo o frescor da chuva que desce do céu o cheiro de terra que sobe do chão o tapa do vento na cara molhada!


Oh! a alegria do vento desgrenhando as árvores revirando os pobres guarda-chuvas erguendo saias!


A alegria da chuva a cantar nas vidraças sob as vaias do vento...


Enquanto
- desafiando o vento, a chuva, desafiando tudo -
no meio da praça a menininha canta
a alegria da vida
a alegria da vida!

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